Venture Capitalists recebem aportes para revelar snacks saudáveis E gostosos a grandes cias de alimentos e bebidas

11 de Agosto de 2017

Categoria: Shopper Marketing

Foto ToolboxTM, São Paulo, 2017

Por Daniel D’Andrea e Rafael D’Andrea

Há décadas, as pesquisas de marketing já vêm apontando para o aumento do hábito de consumir snacks a toda hora por parte da população global. Embora a ingestão dessas guloseimas tenha aumentado nos últimos anos, a busca por snacks saudáveis vem substituindo os produtos embalados cheios de sódio, gordura-trans e açúcares. Um estudo realizado em maio de 2017 pela Euromonitor revelou que 83% dos entrevistados estariam dispostos a gastar mais para obter alimentos mais saudáveis, substituindo os similares convencionais.

Essa tendência já ameaça a hegemonia da maioria das marcas de petiscos tradicionais como os fabricados pela Pepsico, Mondelez, Nestlé, entre outras grandes empresas. Nos Estados Unidos, a venda de alimentos orgânicos, por exemplo, vem crescendo a taxas de dois dígitos desde os anos 1990, atingindo US$ 43,3 bilhões em vendas em 2015 (OTA). Preocupados com a possível perda de participação de mercado, as marcas globais de alimentos têm se esforçado para identificar o próximo snack saudável da moda, e inclui-lo em seu portfolio.

Mas há uma “pegadinha” nessa tendência. As mães de crianças da geração Z e os consumidores da geração Y tendem a rejeitar produtos que não tenham um propósito superior e autenticidade no marketing.

Preocupados com a possível perda de participação de mercado, as marcas globais de alimentos têm se esforçado para identificar o próximo snack saudável da moda, e inclui-lo em seu portfolio. Mas há uma “pegadinha” nessa tendência.

Então, para as grandes empresas de bens de consumo de alto-giro, pode não ser um bom negócio estampar sua marca na embalagem dos produtos saudáveis. Um dos exemplos mais antigos dessa prática foi a compra da Stonyfield* pela Danone há mais de uma década (*a marca já não pertence mais à Danone). Durante o tempo em que pertenceu à empresa multinacional francesa, seu marketing nunca comunicou abertamente aos consumidores que era a dona da maior marca de iogurtes orgânicos dos EUA. É mais interessante, sob o ponto de vista de marketing, desenvolver novos produtos ou comprar marcas existentes. Mas isso leva tempo.

As mães de crianças da geração Z e os consumidores da geração Y tendem a rejeitar produtos que não tenham um propósito superior e autenticidade no marketing. Essesshoppers preferem marcas originais, locais, “verdadeiras”.

Assim, no mercado de venture capital, além das empresas de tecnologia, há uma nova safra de startups “quentes”. São as pequenas indústrias de snacks saudáveis e deliciosos. Pepsico, Nestlé, Danone, e muitas outras grandes marcas estão colocando dinheiro em fundos de VC que fomentam novas marcas de produtos com esse apelo, tais como a Nutrition Greenhouse (Pepsico), Danone Manifesto Ventures e 301 Inc (General Mills), além de fundos e incubadoras que não são ligados diretamente aos grandes fabricantes, como o Food-X. O problema é que é difícil definir o que são produtos saudáveis.

“para as grandes empresas de bens de consumo de alto-giro, pode não ser um bom negócio estampar sua marca na embalagem dos produtos saudáveis”

Tabela 1. Investimentos feitos pelas grandes cias de FMCG em startups.

De forma geral, pode-se agrupar estes produtos “do momento” em 4 categorias básicas:

i)             Os “free-from” (“sem”, em português): produtos sem determinadas substâncias consideradas maléficas para a saúde, como glútem, aromatizantes, conservantes, corantes, gordura trans, lactose, substâncias geneticamente modificadas, entre outras diversas possibilidades;

ii)            Os “low”: produtos com reduzidos teores de substâncias como o sal, açucar e gorduras;

iii)          Os produtos “naturais” ou orgânicos: aqueles feitos apenas com ingredientes naturais e/ou seguindo concepções biodinâmicas, veganas, etc., e

iv)          Os “saudáveis-sustentáveis”: são produzidos a partir de matérias primas que agridem menos o meio-ambiente ou que utilizam menos recursos naturais para sua produção. Nesta categoria estão inclusos os produtos feitos com baixa utilização de água e energia, como, por exemplo, os produtos feitos com proteínas provenientes de insetos (ex.: Jimini).

“há uma nova safra de startups ‘quentes’. São as pequenas indústrias de snacks saudáveis e deliciosos. Pepsico, Nestlé, Danone, e muitas outras grandes marcas estão colocando dinheiro em fundos de VC que fomentam novas marcas”

Com tantas possibilidades, fica até difícil saber para onde olhar. No Brasil já começaram a surgir empresas especializadas na comercialização desses produtos (veja na foto). A Gol linhas aéreas também já adaptou seu menu para servir snacks saudáveis da marca Mãe Terra e outras. O mercado brasileiro de alimentos e bebidas saúdaveis movimenta cerca de US$ 30 bilhões ao ano, com um crecimento anual médio de 20% desde 2012 (Euromonitor), colocando o país como o quinto maior mercado mundial desse segmento.

O mercado brasileiro de alimentos e bebidas saúdaveis movimenta cerca de US$ 30 bilhões ao ano, com um crecimento anual médio de 20% desde 2012 (Euromonitor), colocando o país como o quinto maior mercado mundial desse segmento.

Diante de tanta variedade, reunimos neste artigo alguns exemplos de produtos que cumprem os critérios de saudabilidade e atratividade (gostosos), que encontramos no Brasil e no exterior. (confira nas fotos)

Se você tem uma marca saudável e gostosa e quer usar o expertise dos consultores da Toolbox, aproveite a chance e candidate-se para uma sessão gratuita de mentoring em trade marketing, estratégia de canais e shopper marketing.

Para candidatar-se a participar do mentoring gratuito conosco, basta nos contactar por email (contato@toolboxtm.com.br) e informar seu telefone e uma descrição do seu produto/marca. Algumas marcas serão escolhidas para uma sessão conjunta de cocriação com nosso método de aceleração de negócios para empresas de bens de consumo. As sessões acontecerão em São Paulo na sede da consultoria. Esse é só o começo, mantenha contato para receber novidades.

Fotos

Banca de snack saudável nem faculdade de São Paulo (Foto RD)

New Pop: Pipoca sem óleo, sal, manteiga, glútem ou GMO

Evoke: Musli orgânico.

Cocomel: Chocolates e balas orgânicas.

Pic-Me: chips 100% naturais

DoPomar: “fruta de levar” sem aditivos, conservantes, químicos, etc.

Jimini´s: produtos a base de proteína de insetos

Tapped: Água de “árvore” / Aloe Gloe: Água de Aloe

As fotos a seguir foram tiradas pelos autores nos EUA e Brasil

 

Daniel D’Andrea é sócio da empresa de consultoria ConexãoAIX, empresa especializada em meios de pagamento “private label”. Daniel é mestre em administração de empresas e pesquisador na área de modelos de negócios.

Rafael D’Andrea é sócio do Grupo Toolbox (thetoolboxgroup.com.br), empresa especializada em conhecimento, idéias e insights em shopper marketing. Rafael é mestre em Desenvolvimento Organizacional e Humano pelo INSEAD (França-Cingapura). Palestrante internacional e professor de marketing, é também autor de livros nas áreas de shopper e trade marketing para países emergentes.

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